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Diamantina Musical
Diamantina respira e faz música desde o seu florescimento no início do
século XVIII. Barroca, sacra e profana, erudita e popular, a cidade
Patrimônio Mundial une a beleza arquitetônica de seu bem preservado
casario, fruto do ciclo dos diamantes, à mais pura arte produzida pelos
músicos, em uma linha do tempo que entrelaça o estilo galante e rococó
das composições de Joaquim Emérito Lobo de Mesquita aos assobios das
caixas de congado, à seresta,
aos shows e festivais e ao espetáculo único da Vesperata, no qual bandas
de música se apresentam nas sacadas dos casarões, regidas pelos maestros
na rua.
Entre belas paisagens, sons e acordes, a cidade nos convida a uma viagem transcendente e harmônica pelas riquezas da diversidade musical brasileira, cuja memória e difusão para as atuais e futuras gerações é o desafio do projeto Memorial da Música de Diamantina.
O Memorial
Com recursos do PAC 2 do Governo Federal, o Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a Prefeitura Municipal de
Diamantina estão concluindo reformas
estruturais de casarões de Diamantina, entre os quais destacam-se o
antigo prédio da Intendência dos Diamantes e o Hotel Roberto. Ambos
estão localizados no centro histórico, com destinação prevista para uso
como espaços culturais, a serem adequados por meio de parcerias
público/privadas e patrocínios, via leis de incentivo à cultura.
A ser implantado em uma destas edificações, o Memorial da Música de Diamantina pretende reunir um diversificado acervo histórico/musical, a ser disponibilizado através de uma variedade de linguagens e suportes tecnológicos, capazes de registrar criativamente em uma linha do tempo desde o século XVIII, a história da música brasileira e da musicalidade diamantinense.
Com este recorte, o memorial deverá contar com espaços para a
Exposição Permanente, que reportará a história da
música na cidade desde o século XVIII, e para as exposições temporárias,
além de sala de projeções, núcleos de acervo documental e educativo,
palco para apresentações musicais e rede de terminais interativos, a
serem viabilizados por meio patrocínios culturais de empresas públicas e
privadas.
Desde a conquista do título da UNESCO em 1999, a cidade tem apostado na potência de sua diversidade cultural como caminho para o desenvolvimento de um novo ciclo econômico, lastreado no turismo sustentável. Nesta perspectiva, as manifestações e festas populares e religiosas, e a música, em particular, que remontam aos tempos do Arraial do Tijuco, ganharam outras cores, sentidos e formatos nas duas últimas décadas, e fomentaram a criação de novos atrativos, como a Vesperata.
Apresentada pela primeira vez em um sábado de lua cheia, 16 de agosto de
1997, a Vesperata tornou-se atrativo de excelência do turismo cultural
em Minas e no País, sendo reconhecido como patrimônio imaterial mineiro.
Além deste espetáculo, Diamantina investiu na retomada de tradições
seresteiras, e no fomento de grupos de cultura popular, bandas, corais e
orquestras.
Órgão mais antigo produzido no Brasil entre 1782 e 1787 pelo padre
Manoel de Almeida e Silva, o da Igreja Nossa Senhora do Carmo,
inaugurado pelo compositor Joaquim Emérico Lobo de Mesquita, foi
restaurado em 2013. Denominado “Órgão Histórico Almeida e Silva Lobo”, o
instrumento saiu do silêncio e voltou a encantar o público em concertos
grandiosos.
Cartão de visitas de cidade, apresentado ao País pelo seu filho mais ilustre, Juscelino Kubitschek, a seresta ganhou também novo alento no século XXI, na esteira da conquista do título da UNESCO, que estimulou a profissionalização dos grupos seresteiros, entre os quais a da Banda Euterpe Diamantinense.
Cultura popular
Associada à religiosidade, a musicalidade perpassa o calendário devocional, a começar pelas procissões da Semana Santa, cadenciadas, ora pelos sons das matracas e batidas das lanças de ferro da Guarda Romana nas capistranas, ora pelos acordes fúnebres das bandas de música. Por sua vez, os cortejos do Império do Divino e de Nossa Senhora do Rosário e as festas natalinas, entre outras manifestações religiosas e populares, como a Folia de Reis, as Pastorinhas, o Maculelê e a Congada, se qualificariam ainda mais como atrativo turístico neste século, unindo a fé ao patrimônio e à cultura.
Outra festa centenária da cidade é o carnaval, considerado desde a década de 1970 como um dos melhores do interior do País. Patrimônio cultural imaterial de Diamantina, reconhecida em 2020, a banda Fogosa do Sapo Seco desfilou pela primeira vez nos festejos momescos de 1923, com seus integrantes trajando alegorias e máscaras artisticamente confeccionadas. Desde então, os músicos e foliões mascarados da banda do Sapo Seco animam os carnavais da cidade, ao lado de blocos caricatos e batucadas, trazendo a cada ano, irreverentes mensagens e críticas sociais, expressas em marchinhas e diferentes alegorias e fantasias.
Um projeto de tal magnitude, como o Memorial da Música, requer parcerias público/privadas para a sua viabilização, sobretudo em uma cidade como Diamantina, onde a escassez de recursos municipais é uma realidade. Por este caminho, o projeto do Memorial lastreia-se na Lei Federal de Incentivo à Cultura, confiante no compromisso e na sensibilidade de empresas públicas e privadas com os temas da História, da Memória, da Cultura e da Educação.
Além disso, a empresa ou instituição patrocinadora poderá deduzir 100% (cem por cento) do valor investido no Imposto de Renda a pagar, conforme determina a Lei Rouanet; e contará ainda com um amplo retorno institucional e de mídia durante a implantação do Memorial da Música, a ser realizada em meio a uma programação cultural pulsante, no biênio 2027/2028.
Dados do projeto
Memorial da Música de Diamantina
Proposta Cultural nº 566.339
Proponente: Stratégia Cultura e Comunicação
Para conhecer o projeto incentivado pela Lei Rouanet e os benefícios que sua marca recebe ao ser associada, entre em contato com nossa equipe pelo e-mail: contatofhist@gmail.com
O Memorial da Música é uma iniciativa da Prefeitura Municipal e do Festival de História (fHist) e tem como objetivo desenvolver estudos, elaborar projeto cultural para a Lei Rouanet, e prospectar e captar patrocínios, visando à sua implantação em Diamantina, conforme Termo de Cooperação Cultural celebrado entre as partes.
Instrumento legal, o Termo de Cooperação não prevê a transferência de quaisquer recursos financeiros da Prefeitura ao fHist. Veja, aqui, a íntegra do documento.