
Calibrada pela lucidez e por análises surpreendentes do tempo de extremos em que vivemos, a emoção deu o tom dos debates e eletrizou falas e corações durante o 7º Festival de História, que aconteceu em Diamantina, entre os dias 18 e 21 de setembro. Negacionismo climático, historiografia em tempos digitais, História e verdade, ditadura, extrativismo colonial e História da África, trazida à tona pelo africanista Alberto da Costa e Silva, embalaram os debates, prosas, seminário, minicurso e oficina, além das sessões comentadas de cinema, feira, espetáculos e concerto do festival, que tiveram a participação de 2,5 mil pessoas.
Pela primeira vez, o fHist contou com maioria feminina em suas atividades literárias e educativas, realizadas no Teatro Santa Izabel e destacadas pelas presenças marcantes das historiadoras Marina de Mello e Souza, Lavínia Rocha, Caroline Bauer, Marcella Albaines, Keila Carvalho e Vitória Fonseca, da ativista social Joyce Silva, da professora Aline Webber e da antropóloga Letícia Cesarino. No time masculino, pontuaram, por sua vez, os historiadores Aldair Rodrigues, Moacir Maia e Pedro Telles, os jornalistas João Gustavo Melo e Marcelo Passos, e os professores Ricardo Solar e Juan Pedro Bretas, entre outros.

Não bastasse a emoção de debates instigantes, o festival arrebataria ainda o público com uma programação cultural arrepiante nos espaços do teatro, com a apresentação musical do grupo Ribeirão de Areia, de Jenipapo de Minas, e do espetáculo de dança Corpo Rio, além da Feira Fulô, de mulheres artesãs do Vale do Jequitinhonha.

Já na Praça do Bonfim na noite do sábado, 21, um Tributo a Elis Regina da Orquestra Sinfônica Jovem de Diamantina e da cantora Malu Costa fecharia com chave de ouro a sétima edição do Festival de História em Diamantina.